Aqueduto de Santa Clara

Coimbra

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Descrição

O mosteiro de Santa Clara-a-Nova decidiu empreender, no final do século XVIII, e em função da insuficiência do abastecimento de água garantido pelo aqueduto original, a obra de um novo aqueduto que fosse buscar água a partir de uma nascente situada na Cruz dos Morouços.
A obra foi encarregue ao mestre Manuel Alves Macomboa, arquiteto da Universidade a partir de 1782. Segundo Maria de Lurdes Craveiro, já em 1783 se tratava da preparação dos trabalhos. Datam de 1789 os dois desenhos com a proposta do traçado do aqueduto e com os seus perfis de inserção na topografia.
Macomboa propõe duas hipóteses alternativas principais: uma que previa o traçado integral do novo aqueduto até entrar na cerca do mosteiro; outra que previa uma ligação ao antigo aqueduto, seguindo a água por este último no seu troço final. Pensa-se que terá optado por esta última hipótese.
A obra decorreu ao longo da década de 1790 e inícios do século XIX, tendo sido depois abandonada sem se perceberem bem as razões – Falta de dinheiro? Problemas técnicos? As invasões francesas?
Com efeito, o aqueduto novo só existe na sua primeira metade, a partir da nascente e até pouco depois do vale onde hoje passa o IC2, infraestrutura viária que interrompe a obra setecentista. A água ainda hoje corre abundantemente no seu troço inicial, em particular na primeira casa de visita, estudada e levantada pelos alunos.

Material produzido

Os alunos percorreram e visitaram a infraestrutura, realizaram levantamentos no local – à fonte, às caixas de visitas, ao aqueduto propriamente dito – traçaram o percurso do aqueduto e fizeram um registo fotográfico relativamente completo. Infelizmente, não foi possível visitar parte das infraestruturas ainda em pé, caso de uma casa de visita sobre o aqueduto mais antigo, que se encontra em terreno particular. Apesar de ainda subsistir, o aqueduto encontra-se abandonado, interrompido em vários locais (pela passagem de várias vias e, inclusive, pela construção de uma casa sobre um troço enterrado) e em avançado grau de degradação, que urge contrariar.

Registo fotográfico

Material documental

Desenhos de levantamento

Desenhos de interpretação

Bibliografia

  • CRAVEIRO, Maria de Lurdes - Manuel Alves Macomboa. Coimbra: Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras da Universidade, 1990
  • GREGOTTI, Vittorio - "Editorial". Rassegna. XVI, 57 (1994), p. 5
  • ROSSA, Walter - "Acquedotti di età moderna in Portogallo / Modern Age Aqueducts in Portugal". Rassegna. XVI, 57 (1994), pp. 60-63
  • SIPA | DGPC

Créditos

Filipe Coelho • Juliana Ferreira • Pedro Teixeira • Maria Cristina Lousada
2013/2014